Como viajar Tips

Como comprar moeda estrangeira

Uma boa dica, antes de fazer a troca de moedas, é acompanhar as taxas de câmbio para troca de valores. Tal acompanhamento pode ser feito, de forma segura, através do site do Banco Central do Brasil.

Nossa dica e consequentemente o que fazemos é:

  1. Levamos a maior parte em dinheiro em espécie, tomando muito cuidado para guardar e não correr o risco de perder o ser roubado, guardamos em locais diferentes, dividimos entre as bolsas e entre nós.
  2. Pedimos para os bancos liberarem todos os cartões de créditos para o período da viagem (A maioria dá pra fazer pelo internet banking). Já usamos VTM, mas quando o IOF era igual de espécie, hoje em dia, achamos que não vale a pena, preferimos gastar no cartão de crédito e acumular pontos no programa de milhagem, do que colocar os dólares em um cartão pré-pago e não ganhar nada a mais com isso pagando o mesmo IOF.
  3. Habilite a função de débito do seu cartão do banco para caso nada acima funcione.

Outra dúvida que sempre surge em Brasileiros: Posso levar real e trocar lá pela moeda local? NÃO! Definitivamente não. A menos que você vá pra países de fronteira com Brasil, que ainda podem aceitar real em alguns lugares. Isso não é regra e você pode passar um aperto por isso. Lembre que na Tailândia, Tanzânia ou qualquer outro lugar distante, eles nem ‘sabem o que é Real’, quanto mais aceitá-lo em uma troca. Na dúvida, leve Euros ou Dólares.

Vamos ao que importa:


Onde trocar

RIO DE JANEIRO

Rápido e objetivo para os compatriotas do RJ: DG Cambio, disparado a mais barata do RJ. Já pesquisei, já barganhei, não tem mais barata e prática que eles (Tem loja online e delivery! – Leitores do blog tem desconto na compra de moedas estrangeiras na DG, use o cupom ‘5cantos’).

Eu faço acompanhamento diário de cotação e envio para uma lista de contatos que pedem pra receber, então se vc quiser receber também, escreve ai nos comentários que eu te adiciono.

NO BRASIL

Aos leitores que não são da cidade maravilhosa:

O Banco Central tem uma lista de instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio no Brasil que seguem normas bem rígidas e são inspecionadas de perto; assim o risco de você ser enganado é mínimo.

Outra dica é consultar as taxas de câmbio no site Melhor Câmbio, que compara cotações de câmbio turismo em papel moeda e cartões pré-pagos, entre as corretoras do local onde você mora.

Algumas casas de câmbio para compra e venda de moeda mais famosas no Brasil:

NO DESTINO

Existem três ‘locais’ em que é possível fazer a compra e venda de moedas, os bancos, os aeroportos e as agências. A maioria das agências de conversão aceita dinheiro ou transferências para troca, algumas aceitam até cartão de crédito. Porém, dependendo do valor, as agências exigem transferência bancária, acontece na maioria das vezes com valores acima de 10 mil reais.

Levar Real para trocar por moeda em espécie local ou dólar no seu local de destino tem a vantagem de não implicar o pagamento do IOF, que é um imposto brasileiro. Entretanto você estará sujeito às normas e taxações do país em que for visitar, além de correr o risco de conversibilidade do real, ou seja, pode ser que o seu destino não aceite real.






A desvantagem é que você pagará a taxa do dia, que pode ser favorável ou não ao seu planejamento de despesas (ainda mais nos dias atuais em que há uma montanha-russa do dólar). Trocar Real por qualquer outra moeda em território brasileiro lhe dá a possibilidade de fazer diversas trocas, garantindo uma cotação média; dessa maneira você não contará com a melhor taxa de câmbio possível, mas também não correrá o risco de no último dia ter que comprar dólar ao dobro do preço de dias atrás e ter que diminuir suas compras ou seus passeios durante a viagem.

  • Aeroportos: todo aeroporto internacional possui um balcão de câmbio de moeda estrangeira, esses balcões também podem recomprar sua moeda ao retornar de sua viagem. Nos aeroportos, apesar de apenas operarem corretoras mais confiáveis, também são praticadas as taxas mais desvantajosas para o cliente. Não é incomum ver condições muito mais favoráveis de troca na mesma rede de casas de câmbio logo do lado de fora dos aeroportos.
  • Bancos: as instituições bancárias trabalham com troca de moedas de todo o mundo, as taxas de conversão costumam ser mais altas e ainda assim, o serviço está sujeito à disponibilidade. Antes de solicitar a conversão, é indicado ligar na agência escolhida com antecedência para confirmar a disponibilidade da transação e até mesmo fazer a reserva do valor necessário. Essa reserva, em geral, tem que ser feita com pelo menos 48h.
  • Agências: funcionam como bancos, são encontradas por toda cidade e oferecem serviços de compra de moeda. Normalmente possuem as melhores taxas (Há um comparador de preços delas, leia a seguir). Também pode ser necessário fazer reserva caso o valor a ser trocado seja elevado.

BUSCADORES DE COTAÇÃO

Melhor Cambio

O Melhor Câmbio compara o preço praticado por várias casas de câmbio para você comprar onde estiver mais barato na sua cidade.
Lá da pra fazer um leilão e adquirir muito mais barato do que indo ao shopping ou direto na casa de câmbio.A variação pode passar de 10 centavos, o que faz uma grande diferença no orçamento de viagem.
A parte mais legal do buscador é que você pode negociar um valor ainda melhor. Preenchendo o campo “Fazer uma Oferta” com o total da moeda que quer comprar e o valor que está disposto a pagar, as casas de câmbio podem aceitar vender naquele valor. Caso seja aceito você recebe uma mensagem.
Dependendo da quantidade de moeda que você está disposto a comprar, você consegue mais desconto ainda.

BeeCâmbio

Similar ao Melhor Cambio, a BeeCâmbio também permite que você veja cotações, e faça compras de moedas online. Ele já mostra o valor do VET. Outro ponto interessante é que ele tem um algoritmo que oferece um preço dinâmico, baseado na quantidade de dólares que você pretende comprar. Assim você já consegue fazer cotações. Se você for comprar menos do que US$ 1.000,00 ele não é uma boa opção. Se for comprar acima disso, vale fazer a cotação.

Eles tem um limite de compra. O mínimo é de US$ 100,00, e o máximo US$ 40.000,00. Como formas de retirada da moeda você pode retirar nas lojas parceiras deles sem custo. Existe a opção de delivery em casa. Você pode ver as condições por lá. Algumas localidades podem ter frete grátis.

O único detalhe é que o pagamento tem que ser feito por transferência eletrônica. Eles não aceitam cartão de crédito, débito, boleto nem dinheiro.

Exchange Money

Existem outras ferramentas do tipo como o Exchange Money. Ele funciona com o mesmo objetivo, indicar o câmbio mais barato, mas não tem a função da oferta nem o mapa de localização das casas. Em compensação, ele também compara as taxas de câmbio para venda, que pode ser útil se você pretende vender a moeda que sobrou da sua última viagem.

Banco Central

A ferramenta do Banco Central que citamos ali em cima também compara as cotações, mas é baseado na média de valor praticado por cada instituição nos últimos dois meses, enquanto o Melhor Câmbio e o Exchange Money usam a cotação último dia útil.
São três ferramentas excelentes para quem está planejando uma viagem. Comprar moeda com um câmbio mais barato é um jeito de poupar e viajar mais.
Como disse ali em cima, esses buscadores são bacanas, mas nunca consegui uma taxa melhor do que a da DG por eles, então faz as contas pra ver se vale.

Informações mais específicas

Como funciona

Independe da forma escolhida para compra de moeda estrangeira, os serviços normalmente funcionam de forma semelhante. Você vende seu valor em real em uma quantidade igual em moeda estrangeira. A agência de câmbio calculará a taxa de câmbio e lhe dá essa quantia de moeda estrangeira em troca, no entanto eles irão adicionar uma taxa definida para sua troca ou irão ajustar a taxa de câmbio para incluir uma sobretaxa.

Como todos sabem, as taxas de câmbio são flutuantes, portanto o quanto antes você poupar  o valor que será gasto na sua viagem ao exterior, melhor. Assim,  poderá escolher o melhor dia para realizar a conversão, mas se tiverem dúvidas, entre em contato com a equipe Passo a Passo para o Mundo. Em contrapartida, se você deixar para trocar moedas próximo da data da sua viagem, você estará sujeito aos riscos de alteração nas taxas de câmbio.

Você pode acompanhar as flutuações das taxas de câmbio para conversão de moeda em vários sites online, um deles é o UOL Economia, que atualiza de hora em hora suas informações. Se você precisa de um conversor de moedas, utilize a ferramenta disponibilizada pelo Banco Central, clicando aqui.

Dólar comercial vs. Dólar turismo vs. Dólar paralelo

Ao acessar sites para verificar as cotações do dólar ou de qualquer outra moeda estrangeira você pode se deparar com 3 “tipos” de moeda estrangeira: comercial, turismo, pararela. Mas qual a diferença entre elas? Qual eu devo levar em conta para realizar minha troca? Vamos a explicação de cada uma:

  • Comercial: cotação utilizada por bancos e grandes empresas para realização de importações e exportações de mercadorias e é definida pelo mercado.
  • Turismo: cotação que utilizaremos para comprar moeda para uma viagem ao exterior. Utilizado para a compra de passagens, gastos em estabelecimentos internacionais e conversão de débitos efetuados no cartão de crédito no exterior. Geralmente é um pouco mais alta que a cotação comercial.
  • Paralelo: considerado um mercado “não oficial” e são definidos pelos negócios feitos “clandestinamente”, ou seja, sem reconhecimento do Banco Central.

Qual é a melhor forma de levar o dinheiro

Dinheiro em espécie

  • Vantagens: tem o IOF (imposto sobre operações de câmbio e crédito) mais barato, essa é a alternativa mais econômica e mais em conta para o comprador. Permite o planejamento financeiro da viagem, pois você não corre o risco de gastar mais do que pode evitando surpresas depois da viagem. Além de já saber quanto vai gastar antes de viajar, uma vez que fixa uma taxa de câmbio na compra. É a única forma de pagamento aceita em absolutamente todos os lugares. É a única forma de pagamento em que o IOF cobrado para a compra da moeda é de 1,1%.
  • Desvantagens: O problema, claro, é a insegurança, que não é algo típico só do Brasil. Batedores de carteira e assaltantes existem em qualquer lugar do mundo – muita gente se impressiona quando descobre a quantidade de golpistas que há em Paris, todos de olho nos bolsos dos turistas. Se o dinheiro for perdido, roubado ou furtado não há como recuperá-lo. Se você for roubado, não tem plano B. Além disso, nada chama mais atenção de um ladrão do que você tirar um bolo de dólares da carteira. É particularmente inseguro se o viajante precisar carregar grandes quantidades de dinheiro, para uma viagem longa, por exemplo. Não possibilita compras pela internet. A taxa de câmbio cobrada pelas casas de câmbio é sempre muito acima do dólar turismo, sendo quase sempre a cotação mais cara entre todas as formas apresentadas aqui. Além disso, venho notado cada vez mais casas de câmbio cobrando uma “taxa de administração” fixa para a compra de moeda estrangeira, o que encarece ainda mais. Pagando com dinheiro você vai ter que ficar guardando e contanto moedas a viagem inteira.

É mais indicado para: quem quer economizar e quem vai fazer viagens curtas. Bom para fazer o planejamento financeiro da viagem.

A gente costuma levar em espécie tudo que acha que vai usar, mas não descartamos o cartão de crédito, pois imprevistos acontecem e já aconteceram com a gente e tivemos que usa-los. De qualquer forma, separe seu dinheiro – deixe sua riqueza em dos locais diferentes, ambos seguros. Use o cofre do hotel e pense na possibilidade de viajar com uma doleira. Se fizer isso, não tire a doleira na frente de outras pessoas e tome cuidado para não esquecê-la em algum banheiro público.

Em países onde há câmbio paralelo, como a Argentina, é bom aumentar a quantidade de dinheiro em espécie, já que a a cotação nos cartões de crédito e débito é muito pior pra você. Negocie com várias casas de câmbio e coloque uma contra a outra. Nunca deixe para comprar nas casas de câmbio dos aeroportos, que sempre cobram a tal da “taxa de administração”. Leve um porta moedas para guardar os trocadinhos.

Cartão pré-pago (ou travel card)

  • Vantagens: já há cartões disponíveis para diversas moedas do mundo, como iene, peso argentino, dólar australiano, dólar neozelandês e rand, além das tradicionais dólar, euro e libra. Também existem cartões multimoedas, que permitem levar várias moedas para viajar por diferentes países. É prático, pois pode ser usado como cartão de débito,  e é aceito em quase todos os estabelecimentos. Possibilita saques em moeda estrangeira (sempre em moeda local, ainda que carregado em outra moeda), pode ser recarregado pela internet, permite o acompanhamento do extrato online, pode possibilitar compras pela internet e assim como os outros cartões, você não corre o risco de ficar sem dinheiro no exterior em caso de perda ou roubo. As operadoras de cartão te enviam uma segunda via com bastante agilidade – em geral pode ser reposto em até 72 horas em caso de roubo, perda ou furto, sem perda dos valores carregados e uma pessoa autorizada pode recarregá-lo para você, do Brasil, em caso de necessidade. Permite o planejamento financeiro da viagem, te dando um maior controle, você leva uma quantidade controlada de dinheiro, sem correr o risco de gastar mais do que deve e pode. Além disso, você pode configurar o seu cartão de forma a receber um aviso por SMS com o seu novo saldo, após cada compra. Sem surpresas, você paga a cotação do dia da compra, uma taxa fixa de câmbio, que costuma ser um pouco mais desvantajosa (pra você) que a cotação do dinheiro em espécie. A partir daí, basta levar o cartão e pagar suas contas no débito, sem pagar taxas. Também é possível sacar o dinheiro, mas nesse caso há uma taxa, além da taxa do próprio caixa eletrônico. Em casos de intercâmbios ou longas viagens, pode valer a pena levar um com você. Em algumas situações, quando todos os métodos falham e eu não há mais dinheiro em espécie, é o cartão pré-pago que pode te salvar.
  • Desvantagens: Apesar da cotação do dólar ser mais barata para o cartão do que a do dólar em espécie em quase todas as casas de câmbio que operam as duas formas de pagamento, desde Dezembro de 2013, a compra de moeda em cartão pré-pago tem um imposto (IOF) muito superior a cobrada para a compra de dinheiro em espécie. 6,38% no cartão e 1,1% no papel, ou seja, você paga R$ 63,80 de imposto para cada R$ 1000. Pra nós, a grande desvantagem dessa modalidade é você pagar imposto de cartão de crédito e não ganhar pontos de milhagem. Se é pra pagar 6% de IOF, que seja com o crédito e ganhando pontos para gastar com uma próxima viagem. Alguns podem mencionar o tempo que demora (2 a 5 dias) para chegar uma segunda via do cartão caso o seu primeiro seja roubado ou perdido. Mas nenhuma outra forma chega mais rápido ou te reembolsa o valor roubado. Há cobrança de taxa para saques no exterior na moeda local e pode ser cobrada taxa de inatividade, pelo período em que o cartão não estiver sendo utilizado. E se sobrar crédito e você quiser vender para comprar real, você perde na cotação de novo, o que acaba acontecendo sempre, pois sempre sobra um restinho que qualquer no cartão, que ou você considera como perdido, ou se dá ao trabalho de trocar de volta e perder dinheiro também. Se não houver cartão pré-pago para a moeda do seu país de destino, pode ser desvantajoso comprar dólares e fazer a conversão duas vezes (a menos que o país de destino também aceite dólares, como é o caso da Argentina).

É mais indicado para: quem prioriza segurança, quem vai fazer viagens longas (como intercâmbios), para quem vai bancar os gastos dos filhos no exterior (pois é possível acompanhar o extrato e fazer recargas regulares). Bom para fazer o planejamento financeiro da viagem.

Sempre leve um cartão reserva e deixe no cofre do hotel. Em geral as casas de câmbio não cobram, ou cobram muito pouco para te dar um cartão reserva. Caso você seja roubado ou perca o seu cartão, tem um plano B sem ter que esperar a operadora do cartão te enviar outro, o que pode demorar de 2 a 5 dias.






Cartão de crédito internacional

  • Vantagens: A principal é a facilidade de se comprar com cartão e não ter que lidar com moedas e troco. Amplamente aceito em qualquer loja ou restaurante no mundo. A cotação do dólar pode ser vantajosa. Alguns bancos inclusive usam a taxa do dólar comercial, bem mais barato do que o dólar turismo praticado pelas casas de câmbio e o viajante pode se aproveitar de uma desvalorização na moeda estrangeira que tenha ocorrido até a data de pagamento da fatura. Possibilita ao viajante fazer reservas de hotéis, pousadas e aluguel de carros, além de compras pela internet. É seguro, pois se você for roubado, basta ligar para a operadora do cartão que ele sustam os saques e ainda te enviam rapidamente (de 2 a 5 dias) um cartão reserva. A taxa de câmbio oferecida pelo banco pode ser mais vantajosa do que a dos cartões pré-pagos. É indispensável no caso de alugueis de carro e casas ou outros, pois frequentemente é exigido um valor caução para utilização dos bens, que é estornado após devolução e raramente pode ser pago em espécie. Mais um ponto positivo é a possibilidade de juntar milhas aéreas (e viajar mais). Se você for um ávido acumulador de pontos nos programas de incentivo/fidelidade dos cartões, o uso no exterior te ajuda a juntar centenas de pontos com os gastos em dólares. Acredite, as milhas funcionam e garantem passagens de graça (Já fomos pra Frankfurt de graça e já levamos a família toda, t-o-d-a, de graça pra Buenos Aires, Manaus, Chile…). Basta saber como acumular seus pontos.
  • Desvantagens: Desde 2011 o governo brasileiro cobra um imposto (IOF) de 6,38% sobre qualquer compra feita no exterior com o cartão de crédito, sendo mais caro que a compra de dinheiro vivo, mas o seu banco pode fazer uma taxa de câmbio vantajosa, que reduz a diferença em relação ao papel-moeda. A reposição em caso de perda, roubo ou furto também pode ser demorada, e o limite para gastos internacionais pode ser baixo. Alguns gastos pontuais (e as vezes emergenciais) como táxi, médicos, e principalmente gorjetas podem eventualmente não aceitar cartão. O ponto negativo é a flutuação cambial, já que a cotação da moeda será a do dia do fechamento da fatura. Uma eventual alta da moeda estrangeira pode causar grande impacto negativo no bolso do viajante, que pode acabar gastando mais do que planejava inicialmente na viagem.

É mais indicado para: fazer reservas de hotéis e pousadas, reservar carros para locação ou emergências e imprevistos.

Não importa se você vai usar o cartão de crédito, leve um com você, para o caso de alguma emergência. E não se esqueça de desbloqueá-lo para uso no exterior. Você pode fazer isso num caixa eletrônico ou conversando com seu gerente – depende das regras do seu banco.

Verifique com seu banco se seu cartão é internacional e que pode ser utilizado no exterior e lLigue para o banco antes da sua viagem para avisá-los que você poderá usar seu cartão no exterior durante o período que você estará fora. Isso vai evitar com que eles bloqueiem o cartão caso desconfiem que ele possa ter sido clonado – e acredite, eles vão pensar isso se você não avisar!

Tenha sempre em mãos os telefones do seu banco ou da operadora do seu cartão. Todos têm números de emergência para se ligar a cobrar do exterior. Ah, e não se esqueça de levar anotado também o telefone da Embratel, para que ela possa ligar a cobrar para o Brasil de qualquer orelhão.

Fale com o seu gerente ou com o atendimento do seu cartão para negociar um limite diferenciado para seus gastos no exterior, caso o do seu cartão seja pequeno.

Cartão de débito

  • Vantagens: Use seu próprio cartão do banco, no débito e sem complicação.  O viajante pode se aproveitar de uma eventual desvalorização da moeda estrangeira entre a data de saída do Brasil e a data da sua compra no exterior. Não ter medo da flutuação cambial é outro ponto positivo – vale a cotação do momento do débito, e não um câmbio futuro, que desconhece. Nesse sentido, é menos arriscado que o cartão de crédito. Também permite fazer comparações com o câmbio que foi pago para a compra de moeda estrangeira antes de viajar, para saber se a compra no débito será mais ou menos vantajosa. Você pode pagar as contas e fazer saques em espécie/cash, permitindo você pagar estabelecimentos que por ventura não aceitem cartão. Claro, pagando uma taxa para isso, que varia de acordo com o banco. O cartão de débito ainda oferece a segurança de poder ser cancelado em caso de perda, roubo ou furto, e alguns bancos podem oferecer uma taxa de câmbio mais vantajosa para o cliente em relação ao câmbio dos cartões pré-pagos.
  • Desvantagens: Desde Dezembro de 2013, usando o débito no exterior, você paga a alíquota mais alta de 6,38% no IOF, sendo mais caro que a compra de dinheiro vivo, e que pode representar um gasto significativo dependendo da quantidade de dólares que você sacar. Mas o seu banco pode fazer uma taxa de câmbio vantajosa, que reduz a diferença em relação ao papel-moeda. Não é qualquer caixa eletrônico (ATM) que tem a função de débito internacional habilitada e alguns ATMs e bancos cobram uma taxa para cada saque independente do valor dele. As taxas variam de 5 a 20 reais por saque. É débito, então lembre-se que você tem que ter fundos para fazer o saque, senão vai direto pro cheque especial. A reposição em caso de perda, roubo ou furto também pode ser demorada, e o transtorno pode ser bem maior do que se fosse um cartão de crédito ou pré-pago, por se tratar do cartão usado no dia a dia no Brasil. Por outro lado, você não acumula milhas ou, quando acumula, faz isso em menor quantidade. Em todo caso, vale também desbloquear seu cartão de débito para uso no exterior, mesmo que você não pretenda usá-lo. Além disso, nem todo banco oferece a modalidade, que pode também ser restrita a certos tipos de cliente e ter limite baixo para saques e pagamentos. A taxa para saque em moeda internacional pode ser bem cara, superando a taxa de saque do cartão pré-pago. Finalmente, o cartão de débito não permite que o viajante já saia do Brasil sabendo exatamente quanto vai gastar na viagem.

É indicado para: emergências e imprevistos.

Fale com seu banco para ver se o seu cartão de débito é internacional e pode ser utilizado nessa função no seu destino. Assim como para o cartão de crédito, ligue para o banco antes da sua viagem para avisá-los que você poderá usar seu cartão de débito no exterior durante o período que você estará fora.

Não esqueça de deixar algum dinheiro na sua conta para não correr o risco de ficar sem fundos se usar a função de débito.


Nossas dicas finais para compra

  1. Não compre moedas fracas no Brasil: Deixe pra comprar no lugar de destino em que o real valerá muito mais;
  2. Não leve reais para nenhum lugar que não esteja nessa lista: Buenos Aires, Montevidéu, Punta del Este, Colonia del Sacramento, Santiago e Valparaíso.Nessas cidades existe demanda para reais, então a cotação é vantajosa. Para todos os outros lugares, incluindo destinos chilenos e argentinos que não estão listados, leve dólar ou a moeda forte do lugar (libra, euro, dólar canadense, etc).
  3. Não compre a moeda ‘errada’ só porque está mais barata: na hora de fazer o novo câmbio você vai pagar a diferença e mais o sobrepreço do cambista.
  4. Não compre nem troque em qualquer lugar: pesquise os melhores preços, e mais importante que isso – em locais confiáveis!
  5. Na dúvida, vá de dólar: o dólar bem comprado no Brasil terá uma boa performance e servirá como garantia contra a desvalorização do real durante a sua viagem. No longo prazo então, ninguém se arrepende de juntar dólar.

E se sobrar dinheiro?

Se você costuma viajar sempre, não tenha dúvida: guarde!

Não existem restrições legais quanto a guardar moeda estrangeira em casa. Mas é claro que manter dinheiro vivo na gaveta, seja em moeda nacional ou estrangeira, representa um risco caso ocorra um roubo à residência. Ainda assim, se você for viajar de novo em breve, não há problema algum em aproveitar as sobras.

O melhor, para quem vai viajar ao exterior, é ir comprando a moeda aos poucos, para criar uma taxa de câmbio média favorável, em vez de acabar sofrendo com um pico de preços em cima da hora.

Se não vai usar em breve – Venda!

Caso não tenha perspectiva de viajar novamente, melhor reconverter o papel-moeda novamente para reais. Deixar o dinheiro em casa por muitos anos – digamos uns cinco ou até dez anos – pode ser arriscado, e não apenas em caso de roubos ou furtos, pois é comum as cédulas passarem por atualizações de segurança para dificultar a falsificação.

Não é que o dinheiro perca o valor; ele simplesmente pode não ser mais aceito nos estabelecimentos comerciais daquele país.

Se sobrou saldo no cartão pré-pago

Aqui já não rola toda essa preocupação com a desatualização das notas, mas esteja atento a duas coisas.

  1. Se seu cartão tiver cobrança de taxa de inatividade por falta de uso, após determinado prazo, você vai perder um trocadinho todo mês, o que ao final de muitos anos pode zerar o seu cartão. O Visa Travel Money (VTM) emitido pelo Banco Rendimento, só cobra taxa de inatividade após seis meses se houver menos de 100 dólares no cartão, e custa três dólares por mês. Já o American Express GlobalTravel Card não cobra essa taxa de inatividade. Então se você pretende deixar a sobra de viagem guardada no cartão, faça de forma que não te traga perdas.
  2. O cartão pode ficar inativo após certo tempo. No caso do VTM do Banco Rendimento, após quatro anos o cartão deixa de funcionar. Mesmo assim, o usuário não perde os valores carregados. Basta comparecer a uma casa de câmbio e trocar o valor de volta para reais ou solicitar a transferência para outro pré-pago.

Não volte do exterior com moedas exóticas ou moedinhas metálicas

Casas de câmbio não trocam moedinhas metálicas nem moedas exóticas. Portanto, não volte com esses “micos” em mãos. No Brasil ninguém quer comprar moedas metálicas, o que torna as casas de câmbio resistentes a aceitá-las.

Em relação às moedas exóticas, de menor liquidez, troque por dólares ou euros antes de retornar ao Brasil. O dinheiro de países como Turquia, Rússia, Peru ou Venezuela não encontram compradores no Brasil.

Não guarde qualquer moeda estrangeira

Armazenar valor nessas moedas também é uma tremenda armadilha. Muitos desses países têm economias instáveis ou inflação galopante, o que pode fazer você perder muito dinheiro. É o que acontece com o peso argentino, que embora tenha bastante liquidez no Brasil, é aconselhável trocar de volta para reais imediatamente.

As moedas mais líquidas e estáveis para deixar armazenadas em casa são dólar americano, dólar canadense, dólar neozelandês, dólar australiano, libra, euro, iene e franco suíço.







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