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Como se vestir e comportar: Países Muçulmanos

São esses atualmente:

  • Arábia Saudita – 95% de muçulmanos sunitas, 5% de muçulmanos xiitas
    • Berço do Islã, abriga as cidades sagradas de Meca e Medina e adota uma interpretação conservadora da lei islâmica. País natal de Osama bin Laden e de quinze dos 19 seqüestradores dos aviões de 11 de setembro de 2001. Em função de sua boa relação com os EUA, a família real sofre a oposição de vários grupos radicais, incluindo a rede Al Qaeda. Sabe-se, porém, que muitas figuras importantes ajudam a financiar os terroristas muçulmanos.
  • Irã – 89% de muçulmanos xiitas, 10% de muçulmanos sunitas
    • O país se tornou uma República Islâmica depois da revolução de 1979. Desde então, os aiatolás são a autoridade política máxima, cujo poder se sobrepõe ao do presidente e do parlamento, eleitos em votação popular. Desde o fim da década de 90, o Irã vive uma luta entre os clérigos conservadores e os reformistas, que defendem a flexibilização do regime islâmico.
  • Iraque – 60% de muçulmanos xiitas, 32% de muçulmanos sunitas
    • No regime de Saddam Hussein (um sunita), o estado era secular, e manifestações religiosas eram proibidas dentro da estrutura do governo. Com a queda do ditador, a maioria xiita pretende ter um papel mais influente no comando do país. A guerra teve um efeito contrário ao esperado pelos EUA: o fanatismo religioso e o terrorismo ligado à religião estão mais fortes que na época de Saddam.
  • Egito – 94% de muçulmanos sunitas
    • O governo e o sistema judicial são seculares, mas as leis familiares são baseadas na religião e a atuação de grupos radicais ainda é grande. O Egito é o local de origem da primeira facção radical do Islã, a Irmandade Muçulmana, e deu origem também ao grupo Jihad Islâmica. Depois da execução do presidente Anuar Sadat pelos radicais, em 1981, o governo prendeu e matou milhares de pessoas na repressão ao extremismo religioso.
  • Territórios palestinos – 90% de muçulmanos
    • A sociedade e a política palestinas têm fortes tradições seculares. A revolta contra Israel, no entanto, deu força a grupos religiosos radicais (Hamas, Jihad Islâmica, Brigadas de Mártires de Al Aqsa) e a influência do islamismo na política tornou-se dominante.
  • Líbano – 41% de muçulmanos xiitas e 27% de muçulmanos sunitas
    • Com uma formação de governo que reflete a distribuição religiosa da população (primeiro-ministro é sempre sunita e o presidente do parlamento, xiita), é a terra do grupo radical Hezbolá. Para os EUA, o Hezbolá é uma organização terrorista; para o Líbano, um movimento legítimo de resistência contra os israelenses e uma organização política legalizada.
  • Jordânia – 92% de muçulmanos sunitas
    • A família real está no poder desde a independência, em 1946 – e sua aceitação se baseia no fato de que os príncipes seriam descendentes diretos do profeta Maomé. A sociedade é conservadora e a interpretação do Islã é rigorosa – costumes de séculos atrás são mantidos graças à religião.

Outros países de maioria muçulmana: Iêmen, Omã, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Síria.

Fonte: Veja

Essas orientações também servem para países como Tunísia, Marrocos, Egito, Indonésia, Bangladesh, Paquistão, Turquia.

Quando viajamos à um lugar para conhecer, estamos de “visita” em um país que não é o nosso, isso implica em respeitar  se adequar a costumes e leis diferentes. Viajar para países de cultura cristã não nos exige muitas modificações em nossa vestimenta (Se você já não fizer uso de roupas vulgares, é claro), mas se você está planejando uma viagem para países do oriente médio e alguns da África, com religiões muçulmanas, há cuidados especiais ao separar suas roupas.

Sabendo que o país é de maioria muçulmana e, mesmo tentando se modernizar, existe ainda uma rigidez com relação a forma de se vestir e se comportar. Cabe ao visitante respeitar e se enquadrar nas leis e costumes locais para evitar ofensas nas ruas. Alguns países possuem leis severas de proteção ao turista, mas como um bom visitante, é de bom tom respeitar os donos da casa.

Roupas

Seja moderada.

O que você NÃO deve levar na bagagem:

  • Roupas com decotes, que exponham o colo demais (um decote em V de camisetas convencionais é aceitável);
  • Roupas com pernas de fora, calças ou saias devem ser até o joelho;
  • Camisetas regatas;
  • Roupas justinhas que marcam o corpo;
  • Roupas transparentes;
  • Mini-saia;
  • Barriga de fora;
  • Shorts;
  • Frente única;
  • Tomara que caia;
  • Maquiagens extravagantes;
  • Sapatos abertos. Não é obrigatório, mas tem que diga para evitar o calcanhar ou o peito do pé à vista.
  • Camisa da seleção, a menos que você queira ser parado na rua várias vezes, tirar mil fotos e não ter paz nem para comer.

Essas roupas são inaceitáveis até para as mulheres de lá.

O que usar:

  • Se forem visitar uma mesquita, use véu ou um lenço na cabeça, mas caso não vá visitar lugares religiosos, não há necessidade.
  • Quando forem visitar mesquitas, optem por calças compridas e não shorts – isso vale para ambos os sexos.
  • Homens: evitem shorts acima do joelho, e mantenha seu tórax coberto.
  • Roupas leves, porém fechadas;
  • Blusa de manga (uma manga normal, o suficiente para não expor os seus ombros);
  • Os cabelos longos, devem estar presos, de preferência com um lenço na cabeça;
  • Maquiagens discretas;
  • Hijab (Pequeno lenço jogado para trás – não obrigatório, mas te protegerá do Sol);
  • Sapatos fechados, mas nada de sapatos apertados. Os pés incham com o calor. Um tênis confortável, com meia, é ideal.

Não é necessário usar burca, mas mantenha-se discreta respeitando os costumes locais. Só por não ser de lá, eles já vão te olhar nas ruas, então tente se igualar ao máximo com os locais.

Você verá nas ruas:

  • Khimar – É um véu bem longo e que às vezes chega quase até a cintura. Tem outros tipos também, como o chador. Quem usa são as mulheres mais tradicionalistas que seguem a risca a vestimenta correta, usando vestidos largos.
  • Nigab – Cobre todo o corpo e só deixa os olhos da mulher de fora. Geralmente a roupa é toda preta e muitas ainda usam luvas, para não mostrarem as mãos, mas é diferente da burca.

Caso ache necessário, não tenha vergonha de se vestir como elas, compre galabias (túnicas) no mercado e não deixe de usar algo sobre a cabeça, não pelos costumes, mas por proteção, pois o sol aquecerá seus cabelos em segundos; evite uma desidratação. Mulheres loiras devem cobrir sempre o cabelo, pois para eles é total novidade, chamam demais a atenção.

Comportamento

Dependendo do país, como o Egito, mesmo usando roupas fechadas, você ouvirá aquelas cantadas, gracinhas e galanteios ingênuos. Enrole um lenço na cabeça e passe para trás do pescoço caso queira diminuir o assédio. Assim, você passará por muçulmana e é uma forma de respeitar os costumes locais.

Se a mulher estiver acompanhada, provavelmente os árabes não vão mexer com ela. Mas caso façam, leve na brincadeira. A brincadeira provavelmente será parabenizando o seu marido pela “propriedade” (Lê-se: VOCÊ).

Árabes são em geral muito galanteadores – afinal, vêm de uma cultura onde aprenderam a cuidar, proteger e zelar pelo sexo oposto. Então não se surpreendam, meninas. Apenas cuidado, novamente, com as roupas. Para eles, usar uma roupa sugestiva como shortinho e blusas abertas, e ainda ser muito simpática, sorrir demais ou ser muito legal, pode ser interpretado como incentivo.

Não sorriam para ninguém do sexo masculino. Eles vão entender que você se interessou e irão atrás de você no hotel ou onde vc estiver, não desistirão até te encontrar, para enfim, propor casamento.  É sério!

Eles desconhecem a máxima “sou legal, não estou te dando mole”. Eles não são como brasileiros que um flertam por brincadeira e depois dão tchau, se você der liberdade, eles vão insistir. Se você sentir que o clima está estranho, ou que um elogio ou uma conversa está passando dos limites, feche a cara, diga não e saia. Isso será entendido em qualquer idioma.

Homens: Nunca, de forma alguma, aborde uma árabe na rua. Nem tão pouco pende em tocá-la, nunca! Nem pensar! É falta de respeito e pode te gerar problemas.

Antes de sair do hotel, vá ao banheiro e faça tudo o que for necessário. Não haverá lugares possíveis para as necessidades fora. É totalmente impraticável. Lave sempre as mãos, principalmente assim que chegar do passeio.

Para os casais: cuidado com as manifestações de carinho em público. Nesses lugares, elas não são frequentes e acabam sendo encaradas com estranheza e falta de respeito.

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